No evento promovido pelo Senador Federal na última sexta-feira (10), no Sest/Senat de Petrolina, quando se discutiu a crise hídrica da fruticultura no Vale do São Francisco, Elmo ressaltou que a Codevasf poderá fazer as flutuantes por motobombas no rio sem a necessidade de licitação, já que se trata de uma obra emergencial.
Reivindicada pelos produtores do perímetro Senador Nilo Coelho, as flutuantes evitariam que a fruticultura irrigada deixasse de funcionar devido à seca. Segundo Elmo, a obra estaria orçada em torno de R$ 60 milhões (para todos os perímetros das duas cidades, o montante de investimentos somaria R$ 125 milhões). O presidente da Codevasf também afirmou que não é papel do órgão federal “impor” a vazão no rio que o perímetro requer. Um dos coordenadores do encontro, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) defende uma redução na vazão, de mil metros cúbicos para 900 metros cúbicos, despachada de Sobradinho para Paulo Afonso, a fim de evitar que as atividades tanto no Senador Nilo Coelho quanto no perímetro Maria Tereza sejam interrompidas a partir de outubro.
Elmo disse ainda que o K1 e K2 – taxas cobradas pelo uso da água aos produtores do Nilo Coelho – são modelos de gestão “falidos”. Também saiu em defesa da regulamentação da nova Lei de Irrigação e de um fundo constitucional para garantir a assistência técnica aos produtores, da revitalização do rio e do programa federal ‘Mais irrigação’, que segundo ele, avançou. “Sabemos que temos muito a fazer no Nilo Coelho, no Curaçá (perímetro de Juazeiro), mas o ‘Mais Irrigação’ andou. Temos contratado cerca de R$ 550 milhões em projetos, e já pagamos mais R$ 250 milhões”, frisou Elmo, lembrando que FBC ajudou nesse processo quando ocupou a pasta da Integração Nacional.
FONTE CARLOS BRITTO
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