(Foto: Portal Serrita)
Um artigo com a descrição do inseto já foi enviado para publicação na revista científica Zootaxa (Nova Zelândia) pelo biólogo Carlos Eduardo Nobre, responsável pelo achado. "Essa espécie só ocorre em matas ciliares (margens de rios)", explica Carlos Eduardo. "A presença dela é um indicativo de que o meio ambiente está preservado."
Além do município de Brejo Santo, a nova borboleta também foi identificada em Cabrobó, Sertão pernambucano. "Nessa região, a natureza está um pouco mais degradada e o grupo de indivíduos avistado foi menor", comenta o biólogo, acrescentando que o ambiente úmido e sombreado que a espécie precisa para viver é uma raridade na caatinga. Por esse motivo, encontrá-la em locais distintos foi motivo de alívio. "Significa que a borboleta está bem menos vulnerável."
Comprovadamente, a Pheles caatingensis é a única nova espécie encontrada no trabalho de resgate de fauna ao longo da obra da transposição, feito antes da supressão das matas para inundação dos canais. Mas o biólogo revela que há outras em estudo. Já os animais silvestres conhecidos lotam o Centro de Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna), em Petrolina, para onde são levados. (Fonte: JC)
Nenhum comentário:
Postar um comentário