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sábado, 16 de novembro de 2013

Há 50 anos, Santos deixava técnica de lado para ganhar Mundial na raça

“Se não dá para ganhar na técnica, tem de ganhar na raça. Esse negócio de só jogar bem tecnicamente, toca daqui, toca dali... às vezes, tem jogo que não dá para fazer isso. Tem de jogar pesado”. A frase dita por Mengálvio retrata o que foi o Santos na conquista do bicampeonato mundial interclubes, contra o Milan, em 1963. A missão alvinegra era muito complicada. Depois de perder o primeiro jogo, na Itália, por 4 a 2, o Peixe precisaria vencer a volta, no Brasil, para forçar o jogo de desempate. Precisando sair do sufoco e garantir sua segunda estrela, o Alvinegro contou com a garra dos seus atletas, com a chuva e com um incansável camisa 10, que tirou os adversários do sério e foi o símbolo do título: Almir Pernambuquinho.
Os rossoneros tinham um time de estrelas, como Maldini, Trapattoni, Rivera, além dos brasileiros Mazzola e Amarildo. Para piorar a situação dos brasileiros, lesões tiraram titulares absolutos como Calvet, Zito e o Rei do futebol, Pelé. 
- O clima clima estava tenso. Tínhamos de ganhar de qualquer maneira no Maracanã. Nosso treinador começou a ter problemas com alguns jogadores. Pelé, Calvet e Zito estavam com distensão, Geraldino também estava machucado. Era preocupante a nossa situação. O Milan era um dos melhores times do mundo. Não era fácil - conta o ex-meia Mengálvio.
Para tentar a virada, o  Peixe escolheu o Maracanã como a sua casa. Uma escolha que provaria ser acertada.

- Hoje, o Santos tem uma torcida grande em São Paulo, mas naquela época, não. Nós preferíamos jogar no Rio de Janeiro porque o torcedor carioca tinha um carinho especial pela nossa equipe. Sabíamos que teríamos o apoio da torcida, coisa que naquela época não iria acontecer no Pacaembu - relembra Pepe, personagem fundamental da segunda partida.
O foco no Mundial era tamanho que o Alvinegro abandonou o Campeonato Paulista e seguiu para o Rio de Janeiro, onde treinou por uma semana antes do segundo confronto da final, que seria realizado no dia 14 de novembro. Foram sete dias alojados no próprio Maracanã, enfrentando altas temperaturas. Tudo para encarar os italianos. O jogo decisivo acabou marcado para o dia 16. 
No dia em que a façanha completa 50 anos, confira como foram os dois jogos clássicos, com depoimentos de personagens que estiveram dentro e fora de campo naqueles dias quentes de novembro de 63.

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