Na ceia de Natal, um dos produtos mais tradicionais é o panetone. Neste ano, nas gôndolas de alguns supermercados de Petrolina, Sertão de Pernambuco, a fabricação própria está disputando espaço com marcas conhecidas. O G1 Petrolina foi a um desses estabelecimentos que optou pela produção bolo de frutas.
Disputa difícil, considerado que uma marca conhecida nacionalmente distribui para o mercado de Petrolina e Região, de 3 a 4 mil caixas. O que representa cerca de 555 mil panetones, segundo afirmou o supervisor de venda da marca em Pernambuco e Alagoas, Fábio Nóbrega.
Os supermercados começam a comprar o produto no final de setembro. Mas as vendas terminam no mês de janeiro do ano seguinte. Diferente do que acontece no supermercado visitado pela reportagem do G1.
Segundo a confeiteira Marlene Souza Gomes, a produção de panetones no estabelecimento acontece o ano todo, com venda garantida. Mas no final do ano, a fabricação é intensificada.
“Temos uma saída mensal de 50 panetones, mas só na primeira semana de dezembro, vendemos mais de 150, um aumento de 200%, relata Marlene. A expectativa é produzir mil pães recheados de fruta até o Natal.
Um dos sócios da rede de supermercado, que conta com cinco lojas em Petrolina e Juazeiro-BA, Ginaldo Teixeira de Santana, afirma que a produção experimental deu resultados acima do esperado. A ideia de produzir panetones é antiga, mas só pôde ser colocada em prática há dois anos. “Só não iniciamos antes porque o mercado desse ramo em Petrolina ainda sofre com a falta de profissionais qualificados”, justificou Ginaldo.
Para atender à demanda, o supermercado pretende ampliar a cozinha para acompanhar o crescimento da produção. “Nós percebemos uma melhora na lucratividade da empresa e saída garantida do produto. Isso devido ao preço para o consumidor final ser mais baixo se comparado ao valor dos panetones industrializados”, relatou o empresário.
De origem milanesa, do Norte da Itália, a receita do panetone sofreu diversas inovações, como as versões chocotone (com chocolate) e sorvetone (com sorvete). O sabor tradicional com frutas cristalizadas ainda figura entre os prediletos. Quem explica o processo de produção é a confeiteira Marlene.
Segundo a doceira, para fazer o pão de maneira caseira é mais difícil. “Nós utilizamos uma pasta base industrializada que dá o aroma e a textura do produto, mas todo o processo é feito aqui na nossa cozinha”. Marlene conta que os ingredientes são simples, mas para bater a massa, só é possível utilizando uma máquina industrial.
Além da pasta, os ingredientes são fermento biológico, sal, frutas cristalizadas, passas, farinha de trigo, gemas, corante amarelo e o segredo da receita: água quase congelada para garantir a maciez e a umidade. “Nosso panetone é mais molhadinho, diferente do industrializado que é seco”, recomendou a confeiteira.
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